quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

É isso.


.... e abro mão do meu coração, de novo.
Infelizmente não pelos mesmos motivos de sempre.
Eu abrirá mão do meu coração a um tempo atrás porque não o queria mais. Ja tinha provado a mim mesma que o coração era o inimigo mortal da razão e que eles nunca andariam juntos. Então havia escolhido a razão e convivia bem só com ela, até que... - passei o braço sobre meu peito pra suportar a dor.- eu aqui sentada no piso frio e branco do meu banheiro tinha absoluta certeza que aquele coração que eu larguei a uns mêses atrás estava mais presente em mim do que qualquer outra razão e agora eu abriria mão do meu coração de novo.
Mas desta vez era diferente. Esse abandono não era uma escolha, eu estava sendo obrigada a isso. Estava sendo obrigada por pessoas que nem sequer sabiam o que eu sentia. Apontam o dedo e dizem '' VOCÊ NÃO GOSTA DELE'' ... quem será que pensam que são pra me dizer o que eu sinto ? ninguém... Não são ninguém. Pelo menos não mais. 
E agora aqui tendo que imaginar a minha vida sem ele,eu sinto uma dor que não me é estranha. É como se houvesse um buraco onde meu coração costumava ficar. É uma dor inconfundível, a dor de um amor perdido misturada com a revolta e a ânsia de vômito que sinto só de pensar nessa gente, misturada com a necessidade que tenho de ser fria pra enfrentar tudo que virá. 
-"Sou fraca", digo a mim mesma encostando a cabeça sob os joelhos. Então aquela voizinha irritante grita - ''Levante e lute Ana Laura''. Meus joelhos fraquejam, -"Sou fraca, repito."Talvez as pessoas que estão realmente do meu lado tenham razão e seja só questão de tempo até que tudo se resolva ou talvez não.
Talvez abrir mão do meu coração de uma vez por todas seja mesmo o meu destino.
Seja voluntariamente ou por mera obrigação. - talvez, talvez.. sessurrei. - Então abri meus olhos, me levantei do chão do banheiro e la fui eu pro adeus mais dolorido de toda minha vida.

- Ana

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