domingo, 6 de março de 2011

na minha cama;

Estou jogada na minha cama.
Estou jogada assistindo essa menina e esse menino se amarem. Assistindo os olhos dessa menina brilharem como se vislumbrassem algo muito lindo e raro.
Aqui jogada, vendo esse menino dizer coisas lindas a ela, vendo ele a tocar com delicadeza. Cada palavra exala calor e brilho...
Estou jogada na minha cama quase acreditando que o amor desses dois é a  lua, ou o próprio sol.
Estou chorando na minha cama.
Chorando por que senti uma coisa pior que a morte:  a saudade. 
Estou jogada na minha cama,chorando porque percebi que esse menino tem o seu cheiro, e a sua voz, e o seu jeito, e o seu cabelo, e as suas palavras bonitas...
Estou em pedaços na minha cama.
Em pedaços por que essa menina esta maltratando esse menino que me lembra você e que talvez seja você. Estou em pedaços porque não quero que ninguém te faça sofrer. Como ela pode te maltratar ?
Estou me sentindo culpada na minha cama.
Estou me sentindo culpada porque percebi que essa menina que te maltrata, tem meus olhos, meus cabelos, minhas palavras e meus gestos... Estou me sentindo culpada porque percebi que essa menina que te faz mal talvez seja eu. Como eu posso te maltratar ? 
Estou aqui jogada, chorando, cheia de culpa, vendo reprises em preto e branco na minha cama.
E pra onde olho te vejo. 
Nos móveis desse quarto. 
nas paredes desse quarto.
Nos ecos e barulhos desse quarto.
Tudo isso é você. Você e a sua menina que te maltrata.
Tenho vontade de gritar ''ELA NÃO TE MERECE'', mas o medo que você escute é tão grande que o que sai da minha boca é “ELA TE AMA,SÓ NÃO SABE DEMONSTRAR”...
Eu estou jogada aqui onde tudo é você.
Não sei quanto tempo faz. Estou jogada porque a saudade me debilitou e a grande tragédia é ficar aqui jogada, acordada e me perguntando ‘’E SE?’’... 
Fiquei jogada observando essa menina, ela tinha uma expressão fria e pronunciava coisas que combinavam exatamente com sua expressão. Mas assim que o garoto foi embora ela quebrou, chorou. Acho que chorar não é a palavra certa, ela experniou, gritou e soluçou, como uma criança que quer muito alguma coisa mas não pode ter.
Ela chorou porque o queria muito, mais não podia te-lo.
Ela chorou porque tinha medo de ser dele e de ter ele pra chamar de seu.
Ela chorou porque não sabia ao certo o que era certo.
Ela chorou e gritou a ele que voltasse mas ele não a ouviu. 
E ai, por fim, ela chorou de saudade.
Ela o ama, qualquer um pode ver, mas é aquele grande e velho problema, ela não sabe demonstrar.

- Ana

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