domingo, 29 de maio de 2011

Abstinência por ausência .

Não fumava há dias. Não sentia a dor de cabeça de um porre de sexta-feira há algumas semanas. Mas aquele amor que transformará em raiva a tinha acompanhado sempre, nos bares, nos dias inteiros na cama, nas manhãs em que acordava sozinha, ou no beijo de um desconhecido que nem chegava perto do que ela queria.
Abstinência por ausência . Não a do cigarro ou dos porres. Não da língua de outros, ou da sua vida feliz e emocionante aos olhos alheios. Só do que era de verdade. E emoção era sentir a mão dele pegando no rosto dela. Sentindo a falta de pressa em passar um dia inteiro juntos.
Abstinência que se faz no desencontro dos dois. Falta ela sentia da presença dele, e vice-versa.
_ Não leva o som da sua risada embora de novo . Ela disse .
E ele respondeu do modo mais simples e desejável possível . 
_ Eu amo você . Amo. Amo e amo . 

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